quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A cobra cipó ou cobra-verde Philodryas olfersii (Lichtenstein, 1823).



Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Dipsadidae
Género: Philodryas
Espécie: Olfersii

A cobra-verde (Philodryas olfersii) é uma espécie sul-amerciana de serpente da família Dipsadidae (antes colubrídae). Tais répteis medem cerca de 1 m de comprimento, possuindo o corpo verde, de ventre mais claro que o dorso. Esta serpente possui dentição opstóglifa (dentes inoculadores de veneno na região posterior dos maxilares superiores). Se anlimenta de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos. Põe de 4 a 10 ovos (Vanzoline et al, 1980). A época preferencial de reprodução vai de setembro a novembro. Essa espécia é subarborícola, mas quando no solo age com muita rapidez, nas arvores ela consegue atingir partes altas com muita facilidade, também nadam muito bem. Segundo Vanzoline, 1980, ocorre em todo Brasil.
Essas serpentes possuem uma toxina, não tao letal quanto a dos viperídeos, mas mesmo assim pode causar algum transtorno se ela inocular a toxina.


Nesta foto, a Philodryas olfersii conseguiu morder o meu dedo, em poucos segundos de descuido, porém aguardei as reações, a primeira reação foi um edema ( inchaço local), um pouco de dor, depois o inchaço continuou por uns 2 dias, e no local ficou com uma cor escura, mas nada grave. Segundo algumas literaturas, esses acidentes em crianças causam reações graves.  Quem não tem experiência e preparo não deve manipular esse animal. Este animal não ataca, pelo contrário, ele foge de meno assim que percebe a nossa presença, a maioria dos acidentes acontece quando eles estão sendo manuseado, como foi o meu caso.
Antigamente essas serpentes não eram consideradas perigosas, mas por volta do ano de 1999, o Ministério da Saúde colocou essa espécie como serpente de importância médica, devido a um óbito confirmado em 1992 de uma criança no Rio Grande Sul, devido a uma picada de P. Olferssi.
Destaco que, estas serpentes, tem grande importância como controladoras da população de roedores. E nenhum animal dever ser morto porque é peçonhento ou não, pois, esses são mecanismos de defesa, e todo animal tem importância no ecossistema e sua extinção pode causar grande desequilíbrio ambiental.
Os acidentes ofídicos constituem um dos maiores problemas de saúde pública na América Latina e as serpentes peçonhentas são consideradas os principais agentes etiológicos destes. Por isso temos grande necessidade de novos levantamentos faunísticos para averiguação de novas espécies e suas modificações evolutivas, assim podemos manter um controle maior sobre a relação delas com nós humanos.
Um resultado interessante foi que pesquisas recentes têm demonstrado que cerca de 20 a 40% dos acidentes ofídicos no Brasil são causados por serpentes colubrídeas. Pois na maioria das vezes as serpentes mais temidas são as viperídeas, mais um motivo para se tormar cuidado e ao mesmo tempo preservar essas espécies, pois, da mesma forma que surigiu fármacos importantes como o captopril do veneno da jararaca, podemos também encontras propriedades importantes nas toxinas destes Dipsadidae.

 

Fotos: Edson Júnior


Sobre as atividades biológicas dos venenos de Philodryas olfersii
Há relatos de diversos acidentes ocasionados por estas serpentes, a principal característica desses acidentes é ação local que leva a dor, edema e hemorragia. A uma semelhança desse acidente com um causado por serpentes do gênero Bothrops (Wagler, 1824) muitas vezes os pacientes são tratado com o soro antibotrópico.
Segundo um estudo realizado por Marisa M.T. da Rocha e Maria de F. D. Furtado, do Laboratório de Herpetologia do Instituto Butantan, o quadro de dor causado pelo envenenamento experimental, em camundongos, mostrou que os venenos de P. olfersii e P. patagoniensis causaram intensa reatividade e o veneno de P. patagoniensis foi mais ativo.
Os envenenamentos causados por espécies de Philodryas caracterizam-se por manifestações locais como dor, edema, eritema, equimose e linfodenopatia regional, com coagulação normal (RIBEIRO et al. 1999). Poucos estudos foram realizados nesta área.

Referências Bibliograficas:
ROCHA, Marisa M. T. da & FURTADO, Maria de F. D. 2007. Análise das atividades biológicas dos venenos de Philodryas olfersii (Lichtenstein) e P. patagoniensis (Girard) (Serpentes, Colubridae). Rev. Bras. Zool. vol.24 no.2 Curitiba June 2007.


Fotos: Edson Júnior


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cobra Bicuda (Oxybelis fulgidus) - Características gerais



Fonte da Imagem: http://www.flickr.com/search/?q=Oxybelis+fulgidus#page=0



Classificação:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
Família: Colubridae
Gênero: Oxybelis
Espécie: Oxybelis fulgidus

Nome comum: Cobra Bicuda

Oxybelis é um gênero com distribuição desde a América Central até a porção norte da América do Sul.
Esta serpente exibe uma coloração verde, um corpo fino e cabeça afilada, que é a característica mais marcante desta espécie. Olhos grandes e pupilas redondas, coloração variando desde o verde até o marrom.
Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e lagartos que caça durante o dia.
O corpo desta serpente tem aproximadamente 2cm de espessura, e pode chegar a um comprimento de 1,5 a 2 metros. A cauda é longa e muito delicada, pois é usada para segurar e alcançar a sua presa.




Habitat: Arbórea por excelência. Habita cerrados, campos e florestas.
Ocorre no nordeste e centro-oeste.
Dentição: Opistoglifa
Comportamento: Foge quando há presença humana e escancara a boca para se defender
Forma de Reprodução: Ovípara
Quantidade: 8-10 ovos

Referências:
http://www.flickr.com/photos/brutamonte/4040672747/
http://www.biotabrasil.com.br/?p=613
http://www.biologados.com.br/especiais/instituto_butantan_turismo/cobra_bicuda_nome_cientifico_oxybelis_fulgidus_colubridae_fotos.htm

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

NOTÍCIA: Formigas usam traços de ancestrais para fazer ‘supersoldados’

Em situações de perigo, características genéticas silenciosas reaparecem.
Fenômeno é conhecido na biologia como 'atavismo'.

Tadeu Meniconi
Entre as formigas, o “supersoldado” é um tipo que tem a cabeça e o corpo maiores e bloqueia as entradas do formigueiro para proteger a colônia em situações de perigo. Em um estudo publicado na edição desta sexta-feira (6) da revista “Science”, ele é também um exemplo inédito para o estudo da evolução.


Supersoldados, à direita, em comparação aos soldados, à esquerda (Foto: Alex Wild/alexanderwild.com/Cortesia)


A pesquisa foi feita com formigas do gênero Pheidole, que tem cerca de 1,1 mil espécies. Em apenas oito delas surgem supersoldados nas condições naturais. Essas espécies vivem no sudoeste dos EUA e no norte do México.
A equipe de Ehab Abouheif, da Universidade McGill, em Montreal, Canadá, pegou uma espécie de Pheidole de outra região, que não tinha registro de supersoldados, e colocou em situações de perigo. Essa se tornou capaz de produzir supersoldados.
O teste foi repetido com outras espécies e obteve o mesmo resultado. “Se todas as espécies conseguem produzi-lo [o supersoldado], significa que havia um ancestral em comum”, concluiu Abouheif ao G1.
“Elas perderam a característica, mas o potencial continua lá”, acrescentou o pesquisador. “O ambiente e a seleção natural sabem reconhecer isso”.
Atavismo
O reaparecimento de uma característica que tinha ficado sem se manifestar durante várias gerações é conhecido na biologia como "atavismo". Segundo Abouheif, esse fenômeno sempre foi tratado como um furo na evolução, que não mereceria atenção especial. “Mostramos que não é o caso”, argumentou.
A transformação das larvas em trabalhadores ou soldados é controlada pelas formigas de forma a suprir as necessidades da colônia. Estudos anteriores já mostraram que, se houver apenas soldados, a geração seguinte produzirá só formigas trabalhadoras.
A definição de se uma larva será um trabalhador ou um soldado se deve a condições químicas, como a temperatura a que elas ficam expostas e hormônios envolvidos no processo. De forma geral, uma colônia de formigas Pheidole tem um soldado para cada 19 trabalhadores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Notícia - Cientistas criam esperma em laboratório



Cientistas alemães e israelitas estão a fazer crescer esperma de rato em laboratório. Esta experiência pode, muito em breve, ser feita com esperma humano de forma a tratar problemas de infertilidade.


O desenvolvimento de esperma em laboratório, em curso desde o ano passado, pode ser, para muitos homens inférteis, uma esperança de conseguirem ter filhos sem recorrer a um doador anônimo.

O mecanismo de produção de espermatozóides a partir de células reprodutivas masculinas é um dos processos mais complexos do organixmo humano e que pode chegar a demorar um mês no interior dos testículos. Daí que, até agora, tenha sido tão difícil reproduzir este processo em laboratório.

Os cientistas tentaram recriar um ambiente semelhante ao das glândulas reprodutoras masculinas, utilizando células germinativas responsáveis pela produção de espermatozóides.

O professor Mahmoud Huleihel, da Universidade de Israel, diz que "depois desta experiência ter sido bem sucedida, é apenas uma questão de tempo até conseguirem fazer crescer esperma masculino humano em laboratório."

Fonte da Notícia: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=2218098

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bico-doce (Ameiva ameiva)



Fotos: Emmanuel Nicodemos


Ordem: Squamata
Família: Teiidae
Nome popular: Bico-doce
Nome em inglês: Jungle runner
Nome científico: Ameiva ameiva
Distribuição geográfica: Do Panamá até o sul do Brasil e norte da Argentina
Habitat: matas e cerrados, sendo comum em áreas alteradas pela ação do homem
Hábitos alimentares: Onívoro, se alimentando desde insetos até vegetais
Reprodução: 2 a 6 ovos por postura, que eclodem entre 60 e 90 dias de incubação
Período de vida: de 5 a 10 anos.

O Bico-doce (Ameiva ameiva), trata-se de um lagarto de médio porte que pode alcançar 55 centímetros de comprimento total. Espécie ainda comum pode ser encontrada no Panamá e em quase toda a América do Sul. Adapta-se bem em qualquer local com vegetação aberta, inclusive em clareiras de mata.
Em alguns lugares este esperto lagarto recebe o nome de calango-verde ou jacarepinima. Rápido em seus movimentos procura manter-se escondido junto à folhagem, camuflando-se bem graças ao colorido de sua pele. Possui hábitos diurnos e terrícolas, ou seja, prefere ficar no chão, evitando subir em árvores e arbustos. Passa a maior parte do dia aquecendo-se ao sol, pois depende disso para elevar a sua temperatura corpórea que, facilmente, pode chegar a 35°C.
Na procura de alimento ele sai mechendo com o bico entre a serraplilheira, pode ser por esse constume que veio o nome bico-doce. Esta espécie é onívoro generalista, ou seja, come de tudo, desde formigas até aracnídeos, ovos e até alguns tipos de vegetais.
O bico-doce tem um hábito curiosos de limpar a boca raspando-a contra alguma superfíce dura. Entre os seus principais predadores estão várias serpentes, o lagarto teiú e certos gaviões.
No acasalamento, o macho persegue a fêmea e quando a alcança, posiciona-se sobre ela, mordendo a sua região nucal. Algumas semanas após o acasalamento, a fêmea deposita entre 2 e 6 ovos no meio do folhiço. Se tudo correr bem, os filhotes nascerão após cerca de dois a três meses de incubação.
Muito interessante que encontrei este Bico-doce em minha casa, escondendo-se de um gavião-carcará que queria predá-lo, chegou até a fazer pequenas feridas na barriga e pescoço. Mas mesmo assim não perdeu sua agilidade, para conseguir capturá-lo tive de correr a casa enteira até consegui encurralar ele, e peguei com o auxílio de um cambão. Fotografei e depois soltei o animal em um lote vago próximo à minha casa.
Foi um presente para mim este encontro, pois quando estou em contato com este bicho pareço estar em outro plano, em outro espaço. Tenho que admitir que sem a ajuda da minha namorada Elisangela, seria complicado pegar ele pois é muito ágil mesmo, e fiquei impressionado com a força deste pequeno animal. Interessante esta força pois sem ela ele não conseguiria se livrar do Carcará. Isso que eu chamo de seleção natural!




Fotos: Elizangela Ferraz Pazinato

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SERPENTES NÃO SÃO SERES MALIGNOS, PELO CONTRÁRIO, SÃO DE GRANDE IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA

As serpentes surgiram no período Cretáceo, mas se diversificaram e conquistaram diversos ambientes, isso só aconteceu após o desaparecimento dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos.
Atualmente contam com cerca de 3.000 espécies no mundo, e esse número vem aumentando supreendentemente devido a inúmeras pesquisas que vem sendo desenvolvidas nos últimos anos.



As serpentes de uma forma generalizada, sempre foram taxadas como seres malignos e tratas com indiferença e muita crueldade. Existe uma antiga crendice popular que inclui esses animais como malignos e isso não passa de um ódio sem sentido. A maioria das serpentes são dóceis e medrosas, quando atacam estão somente em posição de defesa. Imagine só, quando nós seres humanos somos atingidos de alguma forma, tentamos a fuga, ou enfrentamos, e é isso que as serpentes fazem.
Um dos motivos que fazem o homem atacar as serpentes assim que avistadas é a capacidade de envenenamento desses animas, mas o interessante é que a maioria delas são inofensivas. Uma das serpentes mais citadas nestes históricos míticos é a Sucuri (anaconda), que ao contrário do que contam não causam acidentes graves em humanos, pelo contrário, elas que são atacadas e mortas quase sempre que avistadas.
Devido a urbanização constante e a intensa devastação  natural, o contato das serpentes com os humanos vêm aumentando muito, principalmente na região da Amazônia Legal, devido a implantação das grandes lavouras, desmatamento e escassez de alimento, e a implantação de grandes lagos artificiais de usinas hidrelétricas, e esses fatores podem a médio e longo prazo, ocasionar a extinção de diversas espécies.
Quando os humanos se aproximam as serpentes reagem com imobilidade, em conjunto com a camuflagem de pele, e esse conjunto faz com que passamos despercebidos por elas, o que pode resultar em acidente, por exemplo, se pisarmos nelas. Mas tudo isso é simplesmente um mecanismo de defesa.
Obs.: Pensem bem, não vamos destruir nossa fauna, não matem as serpentes! Preservem!  Se aparecer uma serpente em sua residência entre em contato com a polícia ambiental para o recolhimento do animal.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Técnicas de captura e subjugação de presas (predação de serpentes) COMENTÁRIO

Interessante um artigo que li sobre a diversidade de táticas de captura e de subjugação de presas de serpentes. As principais táticas são a imobilização das presas , que são características de serpentes constrictoras (que abatem por constrição) como as jibóias e a outra tática é a inoculação de substâncias tóxicas (envenenamento), a tática de envenenamento é observada em serpentes Viperidae que são principalmente rodentivoras, que às vezes modificam sua dieta ao passar para o habitat arborícola, aí mudam a dieta tornando-se avívoras, como é o caso da endêmica Bothrops insularis (Jararaca Ilhoa, endêmica da ilha de Queimada Grande).
Existe também serpentes que utilizam das duas técnicas de captura e subjugação simultaneamente, como é o caso de serpentes como Oxyrhopus trigeminus (Falsa Coral), essas serpentes são colubrídeos, com dentição opistóglifa, que utilizam a constrição e também inoculam substâncias tóxicas no ato da “mordida”.
Muito interessante também sobre a Jararaca e B. jararacussu que quando filhotes apresentam ser anurófagas (dieta restrita a anuros), várias espécies desta família agem com uma diferente estratégia de subjugação que é denominada espreita. A técnica de espreita consiste em dar o bote e em seguida a soltura da presa, após a fuga da presa, o predador faz o rastreamento  e logo após achar a presa morta realizam a ingestão.
Muito interessante o comportamento predatório das serpentes, cada dia que passa estou mais interessado a me dedicar a herpetologia.

Obs.: Qualquer dúvida que eu possa solucionar ou mesmo pesquisar para responder, estarei à disposição.
Fonte da Foto: http://www.flickr.com/photos/45773300@N02/4508889714/sizes/l/in/photostream/